Como fica a sua carreira quando a empresa fecha as portas?

Recentemente uma operação da Polícia Federal foi massivamente divulgada pela mídia e redes sociais afetando pequenas, médias e grandes empresas do setor pecuário, a operação Carne Fraca. A operação surtiu efeitos logo que foi deflagrada incluindo diversos frigoríficos anunciando paralisação das suas atividades e até o encerramento em definitivo. A Central de Carnes Paranaense Ltda, por exemplo, fechou as suas unidades na Região Metropolitana de Curitiba resultando em 280 demitidos.

Não importa o quão sólido seja a empresa em que se trabalha, todos os setores podem sofrer com crises e resultar em demissões do dia para a noite.  

O que fazer quando a empresa fecha as portas e você acaba na rua? Para a Master Coach, Bianca Caselato, o desafio é encarar o medo da mudança que não partiu do colaborador, mas que por motivos extremos aconteceu e resultou em uma mudança dramática:

“A pessoa vai ter que buscar dentro dela a automotivação. Muitas vezes esta não sabe o que fazer e vai precisar primeiro decidir o que quer. Pode se recolocar no mercado de trabalho, montar o seu próprio negócio ou  talvez arrumar uma solução intermediária  para sobreviver.”

A necessidade possibilita que a pessoa consiga encontrar um meio de trabalho enquanto está buscando o que fazer a partir da demissão, como dirigir Uber, por exemplo. No entanto, Caselato recomenda que esta decisão seja tomada apenas se na avaliação desta pessoa é isso mesmo que ela queira fazer:



“ É essencial realmente gostar do que vai fazer. Dentro do coaching, a gente parte do princípio que, para o negócio ser um sucesso, a pessoa precisa gostar do que faz. Embora, claro, ela vai precisar trabalhar por uma necessidade financeira e acabar fazendo o que tem pela frente.”

 

A recomendação de Bianca é analisar até que ponto isso não vai ser uma perda de tempo. A própria pessoa precisa enxergar a demissão como uma possível oportunidade de mudança.

O emergencial pode ser uma chance de mostrar talento
E quando alguém está trabalhando em algo ‘temporário’  para suprir uma necessidade financeira  e se descobre talentosa para este trabalho? Bianca afirma que é possível na necessidade surgir um grande negócio:

“A pessoa encontra uma alternativa diante de um sofrimento, de uma coisa que não escolheu para se recolocar. O que eu recomendo é: não fuja daquilo que você gosta. Aproveite de repente a oportunidade para estabelecer uma mudança, para se questionar o porquê disso ter acontecido.  Às vezes 20 anos de empresa não é por paixão, é por zona de conforto”

 

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